Na minha postagem de ontem, neste blog, falei sobre os excessos verbais e de postura crítica da sociedade de hoje quanto aos preconceitos que, de repente, se tornaram até nauseantes por estarem em todos os discursos. Mas em seu último parágrafo, comentei o envio de um pequeno texto que enviara ao "Fórum dos Leitores" do jornal O Estado de S. Paulo e prometi aqui repeti-lo, caso fosse publicado. E não é que foi mesmo? Hoje, ao me sentar para o café da manhã, abri o jornal e lá estava ele. Meio manco, porque suprimiram o título, mas orgulhoso olhava para mim.
Como meus pais sempre me diziam, repetindo o clichê, "promessa é dívida", o texto segue abaixo, conforme a publicação, lembrando que em ausência ficou o título " A presidentA work alcoolic".
O Estado de S. Paulo - "Fórum dos Leitores" A2 28/11/17
Durante todo o tempo que ocupou o posto mais elevado da nação, Dilma Rousseff só nos prejudicou e envergonhou com atitudes errôneas e seu discurso caótico. Ela nos empobreceu econômica e linguisticamente e isso nos diminuiu lá fora, diante de povos mais evoluídos culturalmente, pois se Dilma é o retrato do povo que a elegeu, ficamos mal na fita. Não bastou, porém, a petista ter sido afastada por um processo legítimo de impeachment, embora muito suavizado pela atitude nefasta de Ricardo Lewandowski e Renan Calheiros, para que ela voltasse a soltar a língua, com o entusiasmo que caracteriza sua verborragia ininteligível, nas entrevistas a repórteres estrangeiros. Leve e solta em Portugal, viajando à nossa custa e buscando exaltar suas qualidades políticas, afirmou ser uma "work alcoolic". O que é isso D. Dilma? Seria alguém que trabalha alcoolizado e por isso não consegue conectar lé com cré...? Faz sentido.
Neiva Pitta Kadota
Tempos de ódio
Entrei na Livraria Cultura no último sábado e percorri, sem pressa, as prateleiras e as "esculturas" de livros espalhadas pelo espaço que nos conduz aos pavimentos superiores. Tantas novas obras! Tantas reedições com novíssimas capas sedutoras! E tantos jovens lendo preguiçosamente, como recomenda Rubem Alves, e pensei bem baixinho:O mundo está melhorando! Mas de repente me deparei com a obra A negrinha, de Monteiro Lobato. As vozes severas dos jornalistas e repórteres das TVs nos últimos dias me assaltaram a mente e, assustada, pensei: Meu Deus!, será que vão alterar o título dado pelo autor? Será que vão proibir o livro, como já foi tentado há pouco tempo? Será que vão considerá-lo racista de novo? Voltei para casa, me lembrando de William Waack. Que mundo cruel!
Vivemos tempos difíceis. Muito difíceis. A grita pelas novas bandeiras em defesa da liberdade de expressão (própria e nunca a do outro); das mulheres, como se fossem todas umas coitadinhas inofensivas e incapazes de fazer o mal a alguém (o que não é verdade, sabemos); do preconceito contra o que agora é considerado diferente, como os negros, os pobres, os incultos, os gays e similares, e tantas outras categorias que nunca considerei diferentes por esses motivos, pois a boa relação com o outro depende de fatores diversos como afinidade, por exemplo. Gostamos de algumas pessoas e não apreciamos outras, mas não pelas razões acima.
Essa postura me parece um excesso e, pela minha ótica, não humanizará ninguém. Não é pela força e pelo grito que se muda a visão de mundo das pessoas. E sim pela educação, pela busca contínua, na família e na escola, do respeito recíproco entre todos. Sem isso, não se chega a lugar nenhum.
A mim parece que as pessoas diminuíram a dose de tolerância umas com as outras. E a hipocrisia domina os espaços onde ela parece reinar. Todos hoje se dizem amigos porque se encontram sob o manto do face book, mas é ali mesmo que manifestam seu mais profundo ódio a quem se coloca contra suas ideias. E essas divergências alcançam até os laços afetivos mais delicados. O que estremece o diálogo antes existente entre eles, e isso não é o ideal, entre nós, porque precisamos da existência do apoio mútuo em nossos relacionamentos, precisamos do outro para dar plenitude à nossa existência.
Não fujo à regra porque sou também um produto do meio, e tenho minhas opiniões como os demais, o que é óbvio, mas evito discussões abertas que podem atingir um nível indesejável. Por isso, eu as expresso aqui, em meu blog, buscando não ofender àqueles que me leem e divergem dos meus valores. Embora nem sempre consiga deixar a ironia de lado, em especial quando me refiro a políticos ou outras autoridades com o mesmo peso. Mas muitos deles merecem, sim.
Hoje, depois de muito tempo, enviei um pequeno texto para o "Fórum dos Leitores", do Estadão. Falo sobre a nossa ex-Presidente (de quem não sinto saudade) e a sua mais nova autodenominação. O título é "A presidentA 'Work alcoolic' ". Se ele for aceito, será publicado amanhã ou depois no jornal. E, se isso ocorrer, comentarei aqui para os que me leem, sem preconceitos.
Vivemos tempos difíceis. Muito difíceis. A grita pelas novas bandeiras em defesa da liberdade de expressão (própria e nunca a do outro); das mulheres, como se fossem todas umas coitadinhas inofensivas e incapazes de fazer o mal a alguém (o que não é verdade, sabemos); do preconceito contra o que agora é considerado diferente, como os negros, os pobres, os incultos, os gays e similares, e tantas outras categorias que nunca considerei diferentes por esses motivos, pois a boa relação com o outro depende de fatores diversos como afinidade, por exemplo. Gostamos de algumas pessoas e não apreciamos outras, mas não pelas razões acima.
Essa postura me parece um excesso e, pela minha ótica, não humanizará ninguém. Não é pela força e pelo grito que se muda a visão de mundo das pessoas. E sim pela educação, pela busca contínua, na família e na escola, do respeito recíproco entre todos. Sem isso, não se chega a lugar nenhum.
A mim parece que as pessoas diminuíram a dose de tolerância umas com as outras. E a hipocrisia domina os espaços onde ela parece reinar. Todos hoje se dizem amigos porque se encontram sob o manto do face book, mas é ali mesmo que manifestam seu mais profundo ódio a quem se coloca contra suas ideias. E essas divergências alcançam até os laços afetivos mais delicados. O que estremece o diálogo antes existente entre eles, e isso não é o ideal, entre nós, porque precisamos da existência do apoio mútuo em nossos relacionamentos, precisamos do outro para dar plenitude à nossa existência.
Não fujo à regra porque sou também um produto do meio, e tenho minhas opiniões como os demais, o que é óbvio, mas evito discussões abertas que podem atingir um nível indesejável. Por isso, eu as expresso aqui, em meu blog, buscando não ofender àqueles que me leem e divergem dos meus valores. Embora nem sempre consiga deixar a ironia de lado, em especial quando me refiro a políticos ou outras autoridades com o mesmo peso. Mas muitos deles merecem, sim.
Hoje, depois de muito tempo, enviei um pequeno texto para o "Fórum dos Leitores", do Estadão. Falo sobre a nossa ex-Presidente (de quem não sinto saudade) e a sua mais nova autodenominação. O título é "A presidentA 'Work alcoolic' ". Se ele for aceito, será publicado amanhã ou depois no jornal. E, se isso ocorrer, comentarei aqui para os que me leem, sem preconceitos.
Uma dedicatória para se guardar
O tempo em seu curso ininterrupto vai deixando rastros que a nossa memória congela. Alguns, mais à superfície, retornam com frequência; outros, parece que numa camada mais profunda, só vêm à tona quando estimulados por algum elemento a eles associado. E em outras vezes sem nenhuma justificativa plausível. São os mistérios da mente. Mas desde tenra idade os momentos vividos vão se somando...vão se somando...naqueles compartimentos flexíveis daquelas caixinhas de segredos tão nossas. E ali se eternizam.
Por isso, quem se envolve com o universo da linguagem tem sempre o que dizer e assim a literatura nunca se esgota. Há sempre novas passagens a serem retomadas pelos escritores que atentos a esses registros nos transportam para esses mundos, às vezes sombrios, às vezes de ingenuidade e magia. Gosto de autores que sabem como nos conduzir por essas veredas tão íntimas e e tão imprevisíveis, por meio de um registro estético contagiante, que nos permite visualizar as cenas descritas como se ali estivéssemos lado a lado, vivenciando tudo.
Há poucos dias, me dei de presente a obra Gaveta dos guardados, do artista plástico Iberê Camargo. Que delícia de leitura ele nos propicia com os seus "guardados", as lembranças da infância e adolescência. Ali, os seus medos, as suas agruras e, depois, as suas primeiras paixões de garoto (e as proibições, pela pouca idade), suas experiências e seus sonhos. Fragmentos labirínticos de memórias em prosa poética sedutora. Na última parte, a biografia do artista plástico internacionalmente reconhecido e premiado em que ele se tornou. Premiados também deveriam ser os seus escritos.
Da dedicatória da obra, aqui o breve e delicado texto poético de Iberê à Maria, sua amada.
Quando eu estiver deitado na planície, indiferente às cores e às formas, tu deves te lembrar de mim. Aí, onde a planície ondula, a terra é mais fértil. Abre com a concha da tua mão uma pequenina cova e esconde nela a semente de uma árvore. Eu quero nascer nesta árvore, quero subir com os seus galhos até o beijo da luz. Depois, nos dias abrasados, tu virás procurar a sombra, que será fresca para ti. Então, no murmúrio das folhas eu te direi o que meu pobre coração de homem não soube dizer."
Por isso, quem se envolve com o universo da linguagem tem sempre o que dizer e assim a literatura nunca se esgota. Há sempre novas passagens a serem retomadas pelos escritores que atentos a esses registros nos transportam para esses mundos, às vezes sombrios, às vezes de ingenuidade e magia. Gosto de autores que sabem como nos conduzir por essas veredas tão íntimas e e tão imprevisíveis, por meio de um registro estético contagiante, que nos permite visualizar as cenas descritas como se ali estivéssemos lado a lado, vivenciando tudo.
Há poucos dias, me dei de presente a obra Gaveta dos guardados, do artista plástico Iberê Camargo. Que delícia de leitura ele nos propicia com os seus "guardados", as lembranças da infância e adolescência. Ali, os seus medos, as suas agruras e, depois, as suas primeiras paixões de garoto (e as proibições, pela pouca idade), suas experiências e seus sonhos. Fragmentos labirínticos de memórias em prosa poética sedutora. Na última parte, a biografia do artista plástico internacionalmente reconhecido e premiado em que ele se tornou. Premiados também deveriam ser os seus escritos.
Da dedicatória da obra, aqui o breve e delicado texto poético de Iberê à Maria, sua amada.
"Depois (à Maria)
Quando eu estiver deitado na planície, indiferente às cores e às formas, tu deves te lembrar de mim. Aí, onde a planície ondula, a terra é mais fértil. Abre com a concha da tua mão uma pequenina cova e esconde nela a semente de uma árvore. Eu quero nascer nesta árvore, quero subir com os seus galhos até o beijo da luz. Depois, nos dias abrasados, tu virás procurar a sombra, que será fresca para ti. Então, no murmúrio das folhas eu te direi o que meu pobre coração de homem não soube dizer."
(Iberê Camargo)
Quem assim escreve, jamais será esquecido. Ficará, sim, na "gaveta dos guardados" de todas as Marias.
As novas táticas da esquerda
Sempre defendi a leitura do jornal O Estado de S. Paulo pela seriedade de sua informação, com editoriais que
buscam trazer à luz fatos que nem sempre compreendemos no momento, e por contar
também com articulistas que corroboram essa postura responsável e de qualidade,
imprescindíveis a um bom veículo informativo. Mas sei também que podemos
encontrar bons jornalistas e boas matérias em outras mídias.
E foi o que aconteceu neste domingo, dia 22 de
outubro. Ao dar uma olhada no jornal Folha
de S. Paulo, me deparei com um artigo de Flávio Rocha, cujo título “O
comunista está nu”, muito me surpreendeu pela clareza com que em poucas linhas
ele nos dá o panorama das estratégias de atuação da esquerda aqui, entre nós, e
no mundo afora para atingir seus objetivos que não são os mais nobres, seguindo
a linha sinuosa do italiano Antonio Gramsci: “combater o capitalismo pelos
flancos mais sensíveis”, diz o texto.
E quais seriam esses flancos? Segundo o articulista,
as “trincheiras burguesas”, ou seja, o Judiciário, as Forças Armadas, os
partidos conservadores, a polícia, a igreja e a família. E nesta última a
dissolução de valores morais. Por isso, as exposições que tanta polêmica causaram
e, não sem razão, foram defendidas aguerridamente pelos artistas, pelos
intelectuais e por mídias, também comprometidas com esses propósitos (embora, muitas
vezes, de forma dissimulada), buscando com essa guerra contra o capitalismo e a
democracia fortalecer os partidos de esquerda que se esfacelaram na Rússia “no
início dos anos 90, sob o peso de sua ineficiência, injustiça e isolamento”,
segundo ele.
Flávio Rocha, então, afirma “Se venho a público,
expondo-me à patrulha ideológica infiltrada nos meios de comunicação, é para
denunciar tais iniciativas como parte de um plano urdido nas esferas mais
sofisticadas do esquerdismo – ameaça que, não se enganem, é tão mais real
quanto elusiva. Exposições são só um exemplo. Há muitos outros: associação de
capitalismo e picaretagem na dramaturgia da TV; glorificação da bandidagem
glamorosa; vitimização do lúpem descamisado das cracolândias; certo discurso
politicamente correto nas escolas.”
E continua ele “São todos tópicos da mesma cartilha,
que visa à hegemonia cultural como meio de chegar ao comunismo. Ante tal
estratégia, Lênin e companhia parecem um tanto ingênuos À imensa maioria dos
brasileiros que não compactua com ditaduras de qualquer cor, resta zelar pelos
valores de nossa sociedade”.
Aqui, o depoimento de quem vê com maior profundidade
algumas ações que, se aparentemente gritam pela liberdade de expressão e pela
democracia, nada mais desejam senão o oposto. Basta olhar os míseros e
opressivos espaços onde a esquerda chega com mil promessas de um futuro promissor
e igualitário, sem distinções, e culmina com as mais longas, fechadas e cruéis
ditaduras.
Esse me pareceu um texto corajoso diante da patrulha
ideológica, com poucas exceções, que habita a redação da Folha de S. Paulo.
Essas máquinas terríveis
Meu computador ontem resolveu me punir. Sabe ele que não sinto uma forte atração pelas máquinas, mas sim pelas palavras, ora no processo de leitura, ora na atividade da escrita. Gosto do convívio com sons e letras que produzem sentido, ou sentidos. Estes até me atraem ainda mais porque me envolvo por mais tempo na busca de uma codificação ou decodificação da mensagem ali contida.
E assim leio e releio os textos que me chegam às mãos. redijo e refaço os que me vêm à mente. Mas meu computador ontem, enciumado talvez, congelou meus e-mails. A imobilidade foi total. Nada se movia na telinha, exceto um pequeno círculo azul que substituiu a seta e não mais obedecia ao meu comando para abrir as mensagens ou para me colocar em contato com alguém. E assim continua: inerte, paralisado.
Inúteis foram as minhas tentativas porque mínimas também são as minhas habilidades tecnológicas. Não, não sou expert nessa área, embora reconheça a importância de saber manipular essas máquinas mágico- demoníacas para com elas viver em harmonia. E tudo indica que não haverá, para mim, grandes progressos futuros se as minhas paixões continuarem outras, apenas as outras. E sem paixão nada acontece. Por isso, os meus e-mails continuam protegidos por um enigmático círculo azul e eu impotente diante dele.
Mas amanhã chegará aquele a quem pedi socorro: o técnico, e a situação se inverterá, tenho certeza. Tudo voltará como antes até que um novo símbolo malévolo venha novamente me trazer transtornos ou que eu, cansada da posição de perdedora, decida mudar minha postura. Ou seja, que eu adote aquela situação tão conhecida, e mais ou menos assim: "já que não posso vencer meu inimigo, procurarei dele me tornar amigo".
Acho que terei mesmo de iniciar uma relação mais afetiva com esse equipamento meio "palocciano", "frio e calculista" que acabou por me trair num momento em que tanto precisava dele.
E assim leio e releio os textos que me chegam às mãos. redijo e refaço os que me vêm à mente. Mas meu computador ontem, enciumado talvez, congelou meus e-mails. A imobilidade foi total. Nada se movia na telinha, exceto um pequeno círculo azul que substituiu a seta e não mais obedecia ao meu comando para abrir as mensagens ou para me colocar em contato com alguém. E assim continua: inerte, paralisado.
Inúteis foram as minhas tentativas porque mínimas também são as minhas habilidades tecnológicas. Não, não sou expert nessa área, embora reconheça a importância de saber manipular essas máquinas mágico- demoníacas para com elas viver em harmonia. E tudo indica que não haverá, para mim, grandes progressos futuros se as minhas paixões continuarem outras, apenas as outras. E sem paixão nada acontece. Por isso, os meus e-mails continuam protegidos por um enigmático círculo azul e eu impotente diante dele.
Mas amanhã chegará aquele a quem pedi socorro: o técnico, e a situação se inverterá, tenho certeza. Tudo voltará como antes até que um novo símbolo malévolo venha novamente me trazer transtornos ou que eu, cansada da posição de perdedora, decida mudar minha postura. Ou seja, que eu adote aquela situação tão conhecida, e mais ou menos assim: "já que não posso vencer meu inimigo, procurarei dele me tornar amigo".
Acho que terei mesmo de iniciar uma relação mais afetiva com esse equipamento meio "palocciano", "frio e calculista" que acabou por me trair num momento em que tanto precisava dele.
Estranha exposição
Recebi de um amigo um vídeo, filmado no Plenário, em que o senador Magno Malta, indignado, faz uma crítica ao Banco Santander por ceder seu espaço a uma vergonhosa exposição a "Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira" , cujos "artistas", autores das obras, diziam ser dirigida às crianças de escolas públicas e privadas, ou seja, um projeto educativo.
Educativo? Santo Deus! O que é aquilo?
Quem viu as imagens sabe do que estou falando. É uma agressão às crianças. É pornografia e pedofilia puras. É zoofilia da pior espécie. Não é amor pelos animais, mas sim abuso repugnante. É também desrespeito às imagens sagradas. É uma lição de tudo o que é mais negativo na mente e no comportamento humano e, segundo a artista Adriana Varejão, o objetivo é "jogar luz sobre coisas que muitas vezes existem escondidas". Jogar luz? Que distorção é essa? Jogar luz é abrir a mente para um conhecimento superior e não despertar a mente para uma sexualidade precoce e pervertida.
O objetivo a mim parece ser mais uma tentativa de deformar a mentalidade infantil, que teve início com o projeto (fracassado me parece) da questão de gênero nas escolas, ao afirmarem que a criança não nasce homem nem mulher, a sociedade é que as torna homens e mulheres, portanto gênero é uma questão cultural. Como assim? Que eu saiba não é isso o que diz a Ciência.
Bem, se o objetivo desse grupo, responsável pela exposição, era defender a liberdade sexual ou a libertinagem, ou sei lá o quê, que o façam em espaços mais apropriados e deixem as crianças em paz. Deixem que elas curtam a sua infância (que é tão curta hoje!), de forma saudável e feliz, e aprendam a amar e respeitar os bichinhos, como companheiros que, como elas mesmas, não devem nunca ser maltratados ou molestados em sua brincadeiras.
E pensar que para isso, a estranha Lei Rouanet tenha colaborado com 800 mil reais!
Educativo? Santo Deus! O que é aquilo?
Quem viu as imagens sabe do que estou falando. É uma agressão às crianças. É pornografia e pedofilia puras. É zoofilia da pior espécie. Não é amor pelos animais, mas sim abuso repugnante. É também desrespeito às imagens sagradas. É uma lição de tudo o que é mais negativo na mente e no comportamento humano e, segundo a artista Adriana Varejão, o objetivo é "jogar luz sobre coisas que muitas vezes existem escondidas". Jogar luz? Que distorção é essa? Jogar luz é abrir a mente para um conhecimento superior e não despertar a mente para uma sexualidade precoce e pervertida.
O objetivo a mim parece ser mais uma tentativa de deformar a mentalidade infantil, que teve início com o projeto (fracassado me parece) da questão de gênero nas escolas, ao afirmarem que a criança não nasce homem nem mulher, a sociedade é que as torna homens e mulheres, portanto gênero é uma questão cultural. Como assim? Que eu saiba não é isso o que diz a Ciência.
Bem, se o objetivo desse grupo, responsável pela exposição, era defender a liberdade sexual ou a libertinagem, ou sei lá o quê, que o façam em espaços mais apropriados e deixem as crianças em paz. Deixem que elas curtam a sua infância (que é tão curta hoje!), de forma saudável e feliz, e aprendam a amar e respeitar os bichinhos, como companheiros que, como elas mesmas, não devem nunca ser maltratados ou molestados em sua brincadeiras.
E pensar que para isso, a estranha Lei Rouanet tenha colaborado com 800 mil reais!
O caso JBS
De tédio não se morre neste país. As notícias mais estapafúrdias nos assaltam diuturnamente, em especial no espaço político onde as espertezas milionárias de suas excelências, tão "probas", não parecem ter limites. E é perda de tempo ouvir, depois das infames notícias, as manifestações dos citados, ou de seus advogados, pois todos se dizem inocentes, sem exceção. Todos são éticos e querem colaborar com a Justiça. Quanta hipocrisia, meu Deus!
E se estamos falando de hipocrisia, não dá também para esquecer a postura do Sr. Rodrigo Janot diante de dois fenômenos surgidos nos últimos dias na sua esfera de atuação. Um foi o caso da delação da J&F, atingida pelo tsunami dos novos áudios. O outro foi a convicção de Janot (meio tardia) de que O Sr. Lula é o líder da quadrilha petista. Só agora, Janot?!!! Só agora, nos estertores de seu mandato de vários anos, e de várias delações comprometedoras, é que percebeu os crimes de Lula e de seus comparsas?
Em relação ao primeiro, escrevi um comentário para o "Fórum dos Leitores" do Estadão e meu texto foi publicado ontem: 07/09/17. Vou reproduzi-lo abaixo para os que não o viram nesse jornal.
Tão seguro de seus atos, tão cheio de coragem e arrogância para acusar seus desafetos e tão rápido para liberar de qualquer punição os irmãos Joesley e Wesley Batista, Rodrigo Janot vem agora a público confessar que foi enganado pelos delatores da J&F e pelo seu ex-auxiliar na Procuradoria da República (PGR), como se fosse um ingênuo iniciante, e não um experiente profissional em final de carreira na PGR. Isso não nos convence, sr. Janot. Se antes havia dúvidas quanto à sua postura ética, agora, então..."
E se estamos falando de hipocrisia, não dá também para esquecer a postura do Sr. Rodrigo Janot diante de dois fenômenos surgidos nos últimos dias na sua esfera de atuação. Um foi o caso da delação da J&F, atingida pelo tsunami dos novos áudios. O outro foi a convicção de Janot (meio tardia) de que O Sr. Lula é o líder da quadrilha petista. Só agora, Janot?!!! Só agora, nos estertores de seu mandato de vários anos, e de várias delações comprometedoras, é que percebeu os crimes de Lula e de seus comparsas?
Em relação ao primeiro, escrevi um comentário para o "Fórum dos Leitores" do Estadão e meu texto foi publicado ontem: 07/09/17. Vou reproduzi-lo abaixo para os que não o viram nesse jornal.
"A ética de Janot
Tão seguro de seus atos, tão cheio de coragem e arrogância para acusar seus desafetos e tão rápido para liberar de qualquer punição os irmãos Joesley e Wesley Batista, Rodrigo Janot vem agora a público confessar que foi enganado pelos delatores da J&F e pelo seu ex-auxiliar na Procuradoria da República (PGR), como se fosse um ingênuo iniciante, e não um experiente profissional em final de carreira na PGR. Isso não nos convence, sr. Janot. Se antes havia dúvidas quanto à sua postura ética, agora, então..."
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