As últimas páginas


Lentas e lúdicas são as primeiras linhas.
Construídas com esmero diáfano
ao abrigo das intervenções externas
no aconchego mater pater e frater.

Reverberações outras se seguem.
Novas figuras se enovelam
e a vida borbulha em emoções.
É um outro parágrafo
um outro parênteses
de êxtases.

Mas a narrativa acelera seu curso.
Os personagens se perdem no enredo
O clima se torna tenso
nublado.
E no virar das páginas
a surpresa:
a vida se reconfigura
e não mais parece ficção.

Que pena!


O verão, mas...


Os dias de sol são inigualáveis. Mais belos pela luminosidade. Mais esperados pela alegria neles contida. Desde as primeiras horas eles despertam em nós novos impulsos, novos desejos. E os dias se seguem nessa expectativa de que a felicidade, ainda que passageira, estará ao nosso alcance nas próximas horas, seja com um passeio programado, seja com o reencontro de pessoas queridas que em geral, nesse período, saem de seus casulos para reviver bons momentos com os amigos. E para comprovar basta conferir as imagens das praias numa profusão colorida de biquínis e no burburinho caótico e calórico dos barzinhos.

Gosto do verão. Não pelas praias. Não pelos barzinhos. Não pelas multidões. Mas por tudo que ele possibilita em meu mundo interior. Ainda que nada excepcional ocorra, a presença do céu azul promissor já alegra minhas manhãs. E penso que viver é uma dádiva divina e que nem sempre sabemos valorizar. Porque a vida é um fio do qual desconhecemos a extensão e que de repente se rompe. Apenas isso. Mas enquanto a interrupção não ocorre, quantos sonhos, quantas emoções poderemos ainda saborear e compartilhar. E isso é o que tempera o nosso existir.

Mas como nada é perfeito, existem os pernilongos. E um pernilongo é essa figurinha minúscula, voadora e inatingível pelas nossas mãos canhestras que atormenta o nosso sono, esgota a nossa paciência e, vampiricamente, penetra em nossa carne para sugar o nosso sangue, como se este fosse o licor dos deuses.

Como odeio os pernilongos! E estamos no século XXI, com todo o avanço tecnológico que as pesquisas científicas têm desenvolvido! Contudo, eles, os pernas-finas, continuam zombando de nós, cientes de que os inseticidas disponíveis no mercado mais mal produzem em nós, seres humanos, do que a eles. Por esse motivo, deixamos de usá-los e, assim, os minimonstrinhos voam leves e soltos numa coreografia festiva de dar inveja à Pina Bausch.

Não sei não, mas tenho algumas dúvidas. Será que a falta de projetos voltados ao Saneamento Básico no país não será a razão maior do recrudescimento dessa praga nos últimos anos entre nós? E será que o dinheiro não investido nessas áreas de esgoto a céu aberto, e outras, não foi parar na conta de inescrupulosos políticos? Será, então, que até nas patas dos malditos pernilongos encontraremos também as digitais do molusco de Garanhuns para nos tirar ainda mais o sono?

Volte logo, Sérgio Moro, e nos tire pelo menos o pesadelo de saber que além dos pernilongos há um outro objeto voador nos céus do Brasil, mais maléfico e em campanha, buscando acabar de vez com o que sobrou do país e dos nossos sonhos. Volte logo, Moro e acerte na mosca desta vez.

Um novo recomeço


Mais um ano difícil encontra seu término. Que bom! Que 2017 seja um ano melhor!

Que seja um ano de pequenas alegrias, mas constantes, o que as tornará maiores. Assim espero. Que os amigos de verdade e as pessoas queridas se reencontrem para comemorar esses momentos raros, mas tão bons. Que eu faça boas leituras e também os meus amigos, pois isso dá mais sentido ao viver.

Li vários autores neste interminável 2016,como Valter Hugo Mãe, Mia Couto, Rubem Alves, Philip Roth, Ivan Búnin, Gaston Bachelard, e outros e outros, e reli outros mais neste ano e, de suas obras, alguns fragmentos se colaram à memória (talvez pela simplicidade deles ou pela identificação com eles) e quero aqui compartilhar alguns com aqueles que comigo têm afinidade.


“A felicidade está onde o coração encontra repouso.” (Provérbio Navajo)

“A saudade é o que faz as coisas pararem no tempo.” (Mário Quintana)

“O homem/ como não pode ir às estrelas/ inventou a imaginação.” (José Ricardo Dias)

“A vida é uma tapeçaria que elaboramos, enquanto somos urdidos dentro dela.” (Lya Luft)

“O que a memória ama, fica eterno. Te amo com a memória, imperecível.” (Adélia Prado)

“Nenhuma palavra/ alcança o mundo, eu sei/Ainda assim,/escrevo” (Mia Couto)

“O que é belo deve ser imortal (...) A arte não suporta o efêmero. Ela é uma luta contra a morte.” (Rubem Alves)

“Precisamos descobrir que amadurecer não significa desistir nem estagnar” (Lya Luft)

“Atrás das cortinas escuras, parece que a neve é mais branca. Tudo se ativa quando se acumulam as contradições.” (Gastón Bachelard)


E de alguém que tinha muita imaginação e doçura:

“A vida é algo que acontece enquanto fazemos outra coisa.” (John Lennon)


E, assim, entre uma frase e outra, um verso e outro, de um bom autor, vamos tecendo o nosso presente, equilibrando os sabores e os dissabores e aprendendo a degustar com alegria as incontáveis surpresas do dia a dia.

Feliz Ano Novo a todos que me leem e a quem sou muito grata por isso!



Papai Noel de verdade?


Olhinhos espertos. Curiosos. Surpresos diante da vitrine com o gordo velhinho, de barbas brancas e roupa vermelha, Kevin me perguntou. É outro, vovó? É outro Papai Noel?

Como? Às vezes somos surpreendidos com as perguntas infantis e precisamos pensar rápido para não decepcioná-las, mas nem sempre acertamos. Kevin ainda não tem três anos, mas logo à entrada do shopping foi recepcionado pela figura sorridente do Papai Noel que afagou sua cabecinha num gesto carinhoso. Ele sorriu meio tímido, e parecia ter-se sentido atraído pelo afago, pois ficou olhando para trás, enquanto nos afastávamos em direção à profusão de cores das vitrines no interior do shopping.

Agora, depois de passar por várias lojas, ele se vê novamente diante de uma imagem similar, de roupas vermelhas, que, de dentro de seu limitado espaço de exposição, acena para os que estão do outro lado do vidro. Ficou intrigado. Daí aquela sua pergunta: É outro, vovó? Não, meu bem, tentei explicar. Aquele é de verdade. Este é só um boneco. Ele representa o Papai Noel de verdade que brincou com você. Ele se calou. Eu também, pois percebi imediatamente que dera a resposta errada. Papai Noel de verdade?! Que resposta idiota. Mas o melhor seria esquecer essa conversa.

Mas nem sempre é fácil esquecer o que dizemos. E enquanto percorríamos as “ruas” comprimidas entre as lojas de sapatos e bolsas, roupas, joias, brinquedos e objetos de decoração, ele observava atentamente os enfeites natalinos tão cheios de cor e brilho, e eu pensava em como consertar aquela frase infeliz sobre o Papai Noel de verdade. Mas, segurando aquela mãozinha tão pequena na minha, e olhando aquele rostinho encantado com as vibrações do entorno, senti que era muito cedo para entrar numa questão filosófica como aquela sobre verdade e mentira para explicar a existência de representações e simulacros que nos acompanham pela vida toda. Daqui a pouco ele nem se lembrará mais do que eu disse. Compramos um carrinho de brinquedo bem pequeno, como é a sua preferência agora, e nos encaminhamos para a porta de saída.

E lá estava o Papai Noel de verdade, de novo. Agora, porém, Kevin não se intimidou e correu até ele. Recebeu um novo afago e, então, fez tchau para o bom velhinho. Já na calçada, esperando o táxi, perguntei se ele gostara do passeio e ele disse: Sim. E do que você mais gostou? E entusiasmado ele completou: Do Papai Noel de verdade. Ele é muito grande! Ele é muito forte! Ele é forte igual o Huck! É mesmo, Kevin? É, vovó, mas o Huck não é de verdade. Ele, ele, é só um desenho. Feliz, apertei mais forte sua mãozinha. Tenho ainda muito que aprender com esse pingo de gente.

Promessas

Final de noite. Final de domingo. Liguei o computador e pensei: vou escrever minha crônica. Mas não quero pensar em política. Hoje estou de folga dos problemas do mundo. Tirei o dia para amenidades. Foi um dia de chuva miúda e contínua, de preguiça alongada, como os passinhos dos ponteiros dos relógios analógicos. Tinha tudo para ser triste, mas não foi. Tivemos um almoço alegre em meio à família e a delícias gastronômicas. E também direito a vinho. Delícia! São momentos que se colam à memória e nos deixam com saudade depois.

Então, o melhor é esquecer o soco no estômago com o resultado das eleições americanas. (Não! Não! Donald Trump, não!) Mas como esquecer o nefasto Trump se é ele, sim, o vitorioso? E para a desgraça de muitos! Principalmente para aqueles que residem nos países como o nosso que, no momento, se encontram sob e sobre os escombros da terra arrasada pelo desfalque monumental cometido, aqui, pelo Partido dos Trabalhadores, e que começava agora a tentar se equilibrar com as medidas adotadas por Temer, Meirelles, Serra e outros que buscam agora, a duras penas, reerguer o país, reerguer a nossa Economia para dar dignidade àqueles que foram lesados pelo populismo e pela ganância sem limites de Lula e seus comparsas.

Ainda estou indignada. Por isso, enviei um e-mail para uma pessoa muito querida, Heloísa, dizendo: “ ‘Aquela coisa’ venceu as eleições norte-americanas e colocou o mundo em estado de pânico. Para mim foi uma surpresa muito negativa, mas espero que os republicanos consigam controlar aquele destrambelhado”.

Trump, tudo indica, será o fantasma que assombrará a vida de muitos pelo mundo todo porque insinua ele fortalecer os laços com o perigoso Putin, de quem é admirador. E assim a força da Rússia, sem ser freada pelos Estados Unidos, poderá novamente assomar outros patamares no espaço geopolítico, como no passado, e aumentar ainda mais os conflitos bélicos para satisfazer os sonhos de poder absoluto, acalentados pelo dissimulado Putin desde os tempos da KGB.

Será que estou delirando? Certamente não, mas sinceramente gostaria de estar. São ideias plausíveis estas diante do histórico de ambos, por isso o medo. E esse medo só se dissipará se no próximo ano, ao assumir a Presidência, Trump, o fanfarrão, tomar medidas contrárias às que anunciou durante toda a campanha eleitoral, as quais foram negadas logo após o resultado do Colégio Eleitoral, no discurso da vitória.

Como acreditar, então, nas palavras desse homem voluntarioso, boçal e sem planejamento para governar a maior economia do mundo e, consequentemente, os destinos das nações, porque bem sabemos que qualquer turbulência nos países que são as grandes potências como EUA e China, hoje, será um tsunami para o resto do mundo.

O que nos resta é esperar. E procurar não estragar um domingo como o de hoje que começou bem, apesar da chuva, mas com lembranças nebulosas, pois prometi a mim mesma não pensar em política, porém não consegui cumprir com o prometido. Espero, então, que outros, mais poderosos do que eu, também façam o mesmo, ou seja, não cumpram certas promessas e nos deixem viver livre e plenamente a rotina dos nossos dias, sem medos e sobressaltos e com direito a sonhar com um futuro bem melhor, e não o contrário disso.

Seguir ou não o figurino?


Estamos vivendo um tempo paradoxal de rebeldia aparente e subserviência insuspeita. Todos temos de ser modernos, queiramos ou não. E ser moderno, hoje, entre outras posturas, é estar inserido nas redes sociais. Quais? Todas, me parece. “Como? Você não usa whatsApp?!!” É o espanto sincero diante de uma negativa para uma pergunta sobre esse suporte tecnológico que hoje está na palma da mão de todos: jovens e idosos. Então, não nos resta outra alternativa senão mudar a postura e aderir a tudo que surge nos novos meios de comunicação?

E se eu me negar? Bem, essa decisão leva, sem dúvida, à exclusão e a um problema de relacionamento com os seres mais antenados da atualidade. Tenho amigos que já não abrem mais os e-mails. “É tão ultrapassado, tia!”, me disse uma sobrinha. Pois é, ele como nós já está perdendo o espaço anteriormente adquirido, a ele já está se colando o rótulo de velho, de ultrapassado. E é uma tendência contemporânea, pois o mercado nos premia com uma frequência cada vez maior, em um tempo cada vez menor, com os produtos inovadores de que nos tornamos reféns, se quisermos nos manter conectados e atualizados.

Mas e a nossa liberdade de escolha? A nossa independência, pela qual todos lutamos um dia, e que hoje se tornou uma guerra ainda mais acirrada, em especial pelos jovens e adolescentes, que em sua maioria ignoram as orientações dos pais por considerá-los “cartas fora do baralho” por não mais terem argumentos para dialogar com esta geração diferente e tecnológica.

Serão mesmo tão diferentes estes jovens em sua rebeldia? Não foi sempre assim no passado? Serão mesmo tão independentes, tão autossuficientes e detentores de saber, como exteriorizam? Tenho dúvidas. Sei que o aprendizado das novas tecnologias é por eles assimilado de forma invejável, mas e quanto a outras competências? Leituras de mundo, discernimento entre o certo e o errado? Os fatos registrados nos últimos dias provam o contrário, me parece.

A invasão das escolas por alguns grupos, por todo o país, é um índice do fenômeno “Maria vai com as outras”, da ausência de discernimento desses garotos do que acontece realmente no Brasil. Conduzidos e manipulados por grupos de esquerda, entre eles pais, professores e até “autoridades”, que deveriam todos zelar pela integridade física, psicológica e intelectual desses jovens, quase crianças, ficaram estes à mercê de projetos ideológicos de adultos mal informados, alguns, e mal intencionados, outros. E estão sendo eles mesmos as maiores vítimas desse processo. Tanto é que um garoto ali foi esfaqueado por outro e perdeu a vida, e uma garota, de apenas 16 anos, foi colocada como porta-voz desses grupos, acusando em sua fala os políticos pela morte ocorrida nessa instituição invadida por eles. Pode isso? E ela deve estar se achando o máximo!

Esses fatos comprovam a incoerência entre a afirmação de que os jovens da atualidade, conectados e antenados, constituem uma geração independente, que sabe o que quer e sabe o que faz, porque detêm todas as informações “on line”, pois se assim fosse, estariam eles estudando para realizar o exame do ENEM, na data preestabelecida, e assim preparando o seu futuro e o de seu país, destroçado nos últimos anos por uma esquerda irresponsável, e não estariam ali, subservientes a representantes de ideologias caducas, celebrando a vitória da ignorância e da anarquia nas escolas. Um lembrete a eles: O saber, meninos, não se faz só com a aquisição de iPhones; exige escola, tempo e estudo. Muito estudo!

Uma pausa para essa loucura

Que vivemos em um mundo caótico ninguém tem dúvida. Os fatos registrados pela mídia diariamente nos confirmam isso. Daqui ou de fora, as notícias se mostram sempre perturbadoras. São os refugiados para os quais ninguém encontra uma solução decente e humanitária; são os ataques terroristas que parecem não ter fim; são os valores numéricos de dinheiro público desviado por políticos brasileiros para contas particulares que parecem surreais. São cifras impensadas se as colocarmos em tempos pretéritos, pois embora sempre se dissesse que os políticos eram, em sua maioria, desonestos nunca se ouviu falar em quantias tão vultosas como milhões de reais, ou até milhões de dólares, no caso dos mais vorazes, como agora. Ou seriam bilhões? Não sei se estou atualizada, não.

E que mundo é este onde, em nosso país, mesmo com esses assaltos recentes aos bancos e às empresas estatais que esfarelaram nossa Economia - fatos expostos e confirmados -, nos deparamos com pessoas que defendem os responsáveis por essas práticas criminosas por dizerem não acreditar nelas ou, o que é pior, por afirmarem que eles assim agiam para proteger a classe mais necessitada do país, os desprotegidos, os esquecidos pelos governantes anteriores? Raciocínio esse que só pode nos deixar perplexos!

Sabemos que a ignorância apresenta um elevado nível em nosso país e essa distorção educacional produzida por escolas e mestres que colocam fora dos espaços escolares alunos, com um diploma na mão e um vácuo de conhecimentos na mente, só poderia resultar nesse tipo de seres incapazes de um discernimento claro das questões que envolvem o seu entorno. E estes são facilmente manipuláveis por aqueles que, com um forte propósito ideológico, vão pouco a pouco minando a mente dos que os cercam, transformando-os em seres autômatos que se transformam em multiplicadores de ideias retrógradas, repetindo a outros, à exaustão, as expressões com que foram doutrinados. E, assim, tornam-se legiões.

Por isso, tantos desentendimentos entre amigos e familiares, tantos ferrenhos defensores hoje de práticas que no passado eles mesmos consideravam indefensáveis. É o fanatismo ideológico, uma doença ou uma loucura que anula a competência racional, que obstrui a visão do real e em seu lugar coloca o ideal fabricado, a imagem idealizada, uma fantasia malévola cujo objetivo é exatamente esse: mascarar a realidade. E a história remota ou recente tem inúmeros exemplos para elucidar essa questão. Temos, entre eles, as forças mortíferas de Hitler e Stalin, temos ainda hoje os não menos impiedosos ditadores da Ásia, da África, do Oriente Médio e da América Latina. Temos os adeptos suicidas do Estado Islâmico...

Será que isso não basta? Parece que não. As pessoas sempre acham que o seu ídolo é diferente. Que as suas motivações são plausíveis. Acham, por exemplo, que o ex-presidente Lula (segundo ele mesmo “a alma mais honesta deste país”), e sua família, não cometeram nenhum crime. É perseguição política o que se diz, é intriga das elites, é inveja porque um pobre chegou ao mais alto posto do país, e outras bobagens mais. Quanto ao enriquecimento da família Lula da Silva, os seus seguidores não acreditam nesse “absurdo”, ou se calam, ou mudam de assunto quando neste se toca.

Contudo, Moro e sua equipe, as formiguinhas de Curitiba, trabalham 24 horas ininterruptamente, nos parece, e estão empenhados realmente em trazer à luz todos os detalhes dessa prodigiosa família que em tão pouco tempo amealhou uma fortuna tão grande, mas tão grande, de fazer inveja mesmo, tudo indica, a um outro falastrão que agora quis enveredar pelo mundo da política, o candidato norte-americano à Presidência da República Donald Trump.

A biografia deles é muito diferente, mas ambos amam o dinheiro acima de tudo e são boçais, e isso os torna similares. A diferença é que Trump estudou e trabalhou com o pai, um empresário, e com ele aprendeu as técnicas para gerir depois as empresas e enriquecer cada vez mais, ao longo da vida, com a sua ousadia e competência empreendedora. Lula, não. Ele não teve a mesma formação e nunca valorizou o estudo. Foi sindicalista e arruaceiro de porta de fábrica e, na ditadura, para receber as benesses do DOPS, “entregava” aos militares os colegas militantes. Não teve pai empresário, mas juntou-se a eles para fazer fortuna (Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS...) e, pelo que já se apurou, o gatuno de Garanhuns, tal como Trump, também descobriu o caminho do ouro.

Não sei, não, mas algo me diz que Trump não ocupará a Casa Branca, e que Lula logo mais terá de se mudar; não mais, porém, para o apartamento na praia ou para o sítio em Ibiúna, nem para o Palácio da Alvorada, tampouco, mas para o “recanto dos puros”, ali mesmo em Curitiba.