Choro, gritaria, encenação, ofensas e tentativa de bravatas,
foi o que se viu no espetáculo grotesco de Lula e seus apoiadores, às vésperas
de sua prisão. Perdedor agora, diante da Justiça, mas cercado de advogados e de
uma barreira humana, agia como fera enjaulada, num misto de pavor e ódio.
Achou, então, que deveria gritar mais, ofender mais, ameaçar mais.
O que vimos foi a vergonha nacional ali exposta para o
mundo, sem nenhum vexame dos participantes e até com orgulho, confirmando a
visão que os de fora têm de nós, segundo Eliane Cantânhede: “um povo vira-latas
que aceita migalhas em fim de churrasco”. Sim, foi essa a imagem projetada por
um ex-presidente da República que nos roubou de forma avassaladora e serviu de
escudo para que todos fizessem o mesmo, provocando com isso um tsunami na
Economia, nas Estatais, no emprego e consequentemente na dignidade do seu povo.
E ali, amontoados, esperando um afago do líder- as migalhas-, os petistas clamavam
por “Lula livre”. Diria Guimarães Rosa diante de tanta estupidez: “Pobres
ignorantes! Quem menos sabe do sapato é a sola”. A sola nada vê. Exatamente
como os petistas.
A prisão de um homem sem qualidades, um mau-caráter como
Lula, só poderia oferecer às pessoas de bem deste país uma sensação positiva de
justiça, pois desde a época da ditadura militar que Lula da Silva, para se dar
bem, traía e delatava os companheiros do ABC, ciente de que seriam presos e
torturados, entregando seus nomes como líderes das greves (que ele mesmo
provocara), obtendo com essas delações as regalias do delegado Romeu Tuma,
entre elas, a de dormir no sofá de couro de seu escritório e não nas celas como
os demais. Basta ler O assassinato de
reputações, de Romeu Tuma Júnior, para conhecer melhor o “sofrimento” de
Lula na cadeia nesse período e um pouco mais de suas atitudes criminosas. Obra
de um silêncio sepulcral por parte de Lula e do PT. Por que será?
“Esse é o Cara”, disse Obama que sabia mais de Lula que a
maioria dos brasileiros. Mas não completou a frase. Deixou-a a critério de cada
um para a completar.
Pela minha ótica, uma das maiores qualidades de um ser
humano é a moral. Não é a única, mas é a que mais contribui para a apreciação
das demais. Sem ela, tudo desmorona no ser humano. E mesmo sem ter noção do que
seja isso, mas com toda a sua arrogância, Lula confessou “não sou um ser
humano, eu sou uma ideia”.
Uma ideia nefasta, digo eu, que precisa ser afastada do
convívio dos demais para não contaminá-los. Por isso, sou muito grata ao Juiz
Sérgio Moro e a toda a equipe da Lava-Jato, à Polícia Federal, à Ministra
Cármen Lúcia e a todos os Ministros que, com seu voto responsável, acabaram com
a arrogância e a malandragem desmedidas de um ex-presidente que nunca deveria ter
sido.